Acordei, e lá estava ele.
"-Bom dia, mestre humano! Teve uma boa noite de descanso?"
Estava tendo alguns problemas de saúde recentemente, mas não quis deixá-lo preocupado. Pelúcias tendem a se preocupar demais com nossa saúde, acho que não conseguem compreender direito como nossos corpos funcionam, e acabam se tornando um pouco hipocondríacas e excessivamente zelosas. Concordei. Sabia que ele estava contente, mesmo ele não podendo mexer muito a face.
"-Ainda é cedo, suas caixas de mão ainda não começaram a fazer barulho!"
As outras pelúcias que convivem mais comigo conhecem mais do mundo, sabem o que são celulares, compreendem televisores. As que ficam mais restritas ao meu quarto, acabam ficando um pouco alienadas, e acho que até meio excluídas pelas outras. Eu deveria conversar com as que saem mais sobre isso quando tiver um tempo livre.
Concordei com ele, e percebi que estava com um princípio de ereção. Era algo relativamente raro levando em conta que eu passara dois anos tomando uma medicação que diminuía drasticamente a libido, mas com a alta do tratamento, meu corpo provavelmente estava voltando ao normal. Passei a mão no pêlo do coelho, senti sua maciez, e elogiei. Ele fez com que as orelhas, enormes para o seu tamanho, caíssem por sobre seu pequeno rosto, escondendo-o. Tímido.
Disse a ele fazia tempo que nós não brincávamos juntos, brincadeiras de adultos. Ele escondeu mais ainda a carinha. Eu sabia que ele gostava da atenção, de se sentir útil, de se sentir querido e necessário. Um coelhinho carente e tímido. Levantei o lençol e mostrei para ele meu enrijecido membro.
"-Da última vez, você me sujou todo. No bumbum."
Prometi a ele que não iria sujá-lo dessa vez. Levantei, fui até meu armário, e apanhei um preservativo. Disse a ele que iríamos brincar sem o preservativo, claro, para que pudesse sentir a maciez de seu pêlo, mas que quando estivesse chegando a hora, eu vestiria o preservativo e deixaria ele "ver o balão encher".
"-Você promete?"
...eu deveria parar de fazer promessas que posso acabar não cumprindo.
Peguei a escova de cerdas de metal e dei mais uma penteada nos pêlos dele, eu sei que ele adora. Conforme a escova passeava pelo seu corpo, ele vibrava sutilmente. Felicidade, vaidade, ansiedade... difícil dizer. Ele começou se deitando de bruços sobre meu membro. Meu pequeno cobertorzinho peludo. Tão quentinho e aconchegante. Começou a descer lentamente, e depois subir. Ele sabe que o corpo do pênis não tem tanta sensibilidade, mas sabe que isso provoca - as pelúcias que ficam no quarto geralmente são as que vêem mais "ação adulta", e não coincidentemente acabam desenvolvendo um conhecimento bem extenso sobre anatomia, sensibilidade, e afins.
Tal qual um coelho coçando as costas em um tronco de árvore na floresta, ele começou a esfregar as costas em mim, de cima pra baixo, de modo a puxar meu prepúcio para baixo e expor a glande sensível aos pêlos marrons de suas costas. Foi se coçando, assim, por toda a circunferência. Quando ele terminou, minha glande estava totalmente exposta, e aquela humidade normal que fica entre ela e o prepúcio havia secado. Ele sabe que a glande, quando seca, fica muito mais sensível ao toque dos pêlos - eu já contei isso a ele. Era o plano dele o tempo todo, "secar" meu pênis usando as costas dele.
Ele virou de frente e pulou, brincalhão, sobre minha glande, agarrando-a. Abraçou a cabeça dele e começou a esfregar sua barriga, um mar de pêlos brancos macios, contra a ponta do meu pênis, onde fica o freio do prepúcio. É uma região bem sensível, mas não é "das tops". Ainda assim, comecei a sentir as sensações de um orgasmo começando a surgir. Ele, em seguida, girou e agarrou meu pênis com sua barriga de costas para mim, em um "cowboy invertido". Isso colocou aquele mar de pêlos brancos diretamente contra toda minha glande, e meu deus... que delícia.
Deixei ele se mexer um pouquinho para cima e para baixo e pedi para sentir o pelinho curto de dentro de suas orelhas. Ele me olhou levemente confuso, mas concedeu. Enrolou suas orelhas ao redor da minha glande, e eu, sabendo que as orelhas são parte sensível de sua anatomia, apanhei-as com cuidado e comecei a usá-las para me massagear. O orgasmo se aproximava mais e mais. E depois de duas ou três semanas sem uma sessão de masturbação sequer, eu não ia terminar dentro de um preservativo.
Apanhei o coelho e o reposicionei de volta de costas para mim, com a barriga encostada em minha glande. Ele entendeu o recado e começou a pular. Inicialmente eu só abri mais e mais minhas pernas, forcei meu quadril para a frente e deixei que ele roçasse quanto quisesse. Ele estava se divertindo e nem parecia perceber o quão próximo do orgasmo eu estava, provavelmente confiante que desta vez eu o avisaria. Coitadinho.
O apanhei com as duas mãos rapidamente, forçando suas perninhas contra o corpo do meu pau, fazendo como se fosse um túnel peludo por onde meu pau passava para atingir, finalmente, o prêmio peludo e branco no final. O orgasmo era iminente, comecei a meter como um animal irracional, puxando-o com minhas mãos ao mesmo tempo que movia o quadril para a frente e para trás.
"-Não! Você prometeu! Na barriga, não!!!!"
Comecei a sentir o sêmen saindo, quente, escorrendo farto, quase líquido. Que sensação deliciosa.
"-Ai... vai dar um trabalhão limpar isso... você vai me colocar naquele negócio que enche de água e depois gira..."
Não respondi nada. Não conseguia responder. Apenas fazia pequenos movimentos com o quadril, pequenos golpes para a frente, e com cada golpezinho, mais um pouquinho de sêmen escorria para fora do meu corpo. Fiz questão de depositar todo meu prêmio naquela barriguinha fofinha, peludinha e limpinha. Ele fez silêncio. Estava esperando eu acabar, ele sabia que no fundo eu gostava de sujá-lo no fim, e acho que naquela hora caiu a ficha de que eu provavelmente não ia conseguir cumprir a promessa - ou eu nunca tive a intenção de fazê-lo (vamos deixar a dúvida para o leitor).
Quando acabei, ele rolou para a cama e ficou lá, de barriga suja para cima. Peguei minha "caixa de mão barulhenta" e tirei uma foto. Meu pequeno herói, todo sujinho depois de satisfazer seu "mestre humano". Seu rostinho era uma mistura de vergonha, um pouquinho de nojo, e lá no fundo dos olhos, um pouquinho de orgulho.
Ele tinha conseguido de novo.
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